30/01/2012

Ame
Não tenha medo de passar vexame:
Ame.

Do amor suave, feito amor de mammy,
Do amor devastador, feito um tsunami,
Do amor sutil, feito um origami,
Porque talvez isso seja a cura da sua pane,
Ame.

Ainda que armadilhas o amor trame,
Envolva-se, declare-se, entregue-se, game,
Aprenda a desatar os nós de arame
E ame.

E nem precisa da força de um Van Damme.
Lembra a vitória dos fracos em Vietname
E ame.

O amor distante. Bangladesh. Miami.
De uma estrangeira ou de uma Yanomami,
Ame.

E não importa que nome você chame:
Luciana, Luciene, Luciane...
Ame...

Mesmo chegando atrasado para o Exame,
Ame.

Se o amor for só desejo, o beijo infame,
Ame.

E se for paciente, feito o desmame,
Ame.

Se necessário a pressa, antes que inflame,
Ame.

Antes do tiro, do vôo, do derrame,
Ame.

Se for preciso, faz changez de dame
E ame.

E se acham você um tolo, que se dane,
Ame.

Mesmo que seja a musa do reclame,
Ame.

Amor aos montes, como num enxame,
Ou com cautela, como num tatame,
Ame.

E ame mesmo que ninguém ame,
E mesmo temendo que você se engane,
Não caia do salto, não saia da pose,
não reclame,
Ame.

Como Tarzan amou a Jane,
De sunga ou num Giorgio Armani,
Aqui ou no Suriname,
Ame.

Porque nada na vida faz sentido algum
sem que por algum motivo você
Ame.

Autoria desconhecida
E como disse o meu amigo MN,
o autor deste texto deve ter aprendido
escrever assim com os anjos.