Ame
Não tenha medo de passar vexame:
Ame.
Do amor suave, feito amor de mammy,
Do amor devastador, feito um tsunami,
Do amor sutil, feito um origami,
Porque talvez isso seja a cura da sua pane,
Ame.
Ainda que armadilhas o amor trame,
Envolva-se, declare-se, entregue-se, game,
Aprenda a desatar os nós de arame
E ame.
E nem precisa da força de um Van Damme.
Lembra a vitória dos fracos em Vietname
E ame.
O amor distante. Bangladesh. Miami.
De uma estrangeira ou de uma Yanomami,
Ame.
E não importa que nome você chame:
Luciana, Luciene, Luciane...
Ame...
Mesmo chegando atrasado para o Exame,
Ame.
Se o amor for só desejo, o beijo infame,
Ame.
E se for paciente, feito o desmame,
Ame.
Se necessário a pressa, antes que inflame,
Ame.
Antes do tiro, do vôo, do derrame,
Ame.
Se for preciso, faz changez de dame
E ame.
E se acham você um tolo, que se dane,
Ame.
Mesmo que seja a musa do reclame,
Ame.
Amor aos montes, como num enxame,
Ou com cautela, como num tatame,
Ame.
E ame mesmo que ninguém ame,
E mesmo temendo que você se engane,
Não caia do salto, não saia da pose,























